Desde novos somos chamados a integrar grupos. O condomínio é um grupo, a turma da rua, que joga bola, é um grupo. A sala de aula é um grupo, etc. Mas dentro destes grupos sempre existe a tendência à formação de divisões, pois as opiniões e visões dos seres humanos são diversas, expressão da diversidade produzida por cérebros com 86 bilhões de neurônios.
As idéias diferentes delimitam grupos. Os fortes e aglutinadores arrastam seus seguidores, agindo como o primeiro grão de um grande cristal ou de uma pérola, ou como o germe de uma grande erva daninha.
Mas para seguir, é preciso "se inclinar" para uma idéia. O primeiro caso ocorre quando não temos nenhuma idéia, então qualquer uma serve. O segundo ocorre quando simpatizamos com uma idéia que já entendemos, e nos alinhamos.
Então vamos falar sobre quem não tem nenhuma idéia. Por que não a tem ? Porque não tem infra-estrutura para formação de idéias, ou seja, não recebeu educação nem instrução. São os "sem personalidade", bois ou vacas, carneirinhos levados por qualquer guia que apareça. E lobos temos muitos, com uma dentição afiada e babentos. Como bons predadores eles seguem a "manada" dos "sem personalidade" e vão observando os mais fracos que, andando devagar, ficam mais para trás. Ficar para trás quer dizer não compreender, então fica atrás para observar quem "anda na frente", igual e tal acontece com a dimensão das idéias. Vem uma nova idéia. Quem não compreende fica "para trás" e pode ser pego por qualquer lobo.
Uma pessoa que não busca a informação (pois ela existe, além do mais em nossa época) não tem infra-estrutura para poder interpretar novos fatos, novas idéias. O falso pode lhe parecer verdadeiro. Até um poste pode parecer uma árvore, e lá vai ela atrás dos lobos, líderes das facções.
No crime estas facções são até mais atraentes, porque está envolvido muito dinheiro, verdadeira expressão do materialismo, além do sentir-se forte com a força dos outros. Mais uma vez transparece a necessidade de "ancorar" a própria existência na existência do outro. E se o outro morre (líder criminoso), tal é a identificação por falta de personalidade, que lhe toma o lugar. Agora o fraco acha que é o forte. E a facção vai se mantendo.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Novas facções no Morro do Alemão
Incapacitados pela ocupação das forças policiais, outras facções que eram sufocadas pelos traficantes pesados estão querendo tomar conta dos habitantes do Morro do Alemão. Esta nova facção está tentando intimidar os moradores, que novamente adquirem o comportamento doentio de Lei de silêncio. E é este seu comportamento que favorece ameaças destes desocupados.
A estrutura de casebres, ruelas e becos tem que ser desfeita, e é preciso estabelecer comportamentos empreendedores entre a população deste morro, para que os seus habitantes parem de se sentir uns pobres coitados. O aspecto sujo leva à depressão cotidiana, e os impede de sonhar com alguma coisa melhor. A doença está na mente, realimentada pelas condições externas desfavoráveis. O que existe é muita preguiça de melhorar, aliado ao fato de que o governo tem Programas Sociais. Então o habitante do morro se sente amparado, caso não consiga crescer.
O cantor Paco de Lucia, perguntado sobre o que o levou a tocar tão bem violão respondeu: "foi a fome". Sem uma grande força interna e sem Deus, o ser humano não progride, não procura nada. Tende a se tornar um cachorro vira-lata, errante, que come o que lhe dão, muito ou pouco, e depois vai dormir.
É preciso que a população do morro entregue os que tentam oprimí-la, pois do contrário estão sendo coniventes. Talvez o Rio de Janeiro tenha que sofrer um grande dano, pior do que os da região Serrana, para se reerguer.
A estrutura de casebres, ruelas e becos tem que ser desfeita, e é preciso estabelecer comportamentos empreendedores entre a população deste morro, para que os seus habitantes parem de se sentir uns pobres coitados. O aspecto sujo leva à depressão cotidiana, e os impede de sonhar com alguma coisa melhor. A doença está na mente, realimentada pelas condições externas desfavoráveis. O que existe é muita preguiça de melhorar, aliado ao fato de que o governo tem Programas Sociais. Então o habitante do morro se sente amparado, caso não consiga crescer.
O cantor Paco de Lucia, perguntado sobre o que o levou a tocar tão bem violão respondeu: "foi a fome". Sem uma grande força interna e sem Deus, o ser humano não progride, não procura nada. Tende a se tornar um cachorro vira-lata, errante, que come o que lhe dão, muito ou pouco, e depois vai dormir.
É preciso que a população do morro entregue os que tentam oprimí-la, pois do contrário estão sendo coniventes. Talvez o Rio de Janeiro tenha que sofrer um grande dano, pior do que os da região Serrana, para se reerguer.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Já que estamos falando tanto: o que é um cidadão ?
A maior parte dos brasileiros não é de cidadãos completos. Um cidadão completo conhece o território constitucional, um mundo virtual de artigos e parágrafos que o fazem indivíduo consciente de direitos, deveres e do funcionamento dos poderes que tem a sua vigência neste mundo virtual do direito constitucional.
Como o indivíduo pode abrogar direitos se não os conhece e como pode se conduzir com lisura se não conhece claramente seus deveres ?
Para tal, convido-os a ler a constituição no link à direita deste blog.
Como o indivíduo pode abrogar direitos se não os conhece e como pode se conduzir com lisura se não conhece claramente seus deveres ?
Para tal, convido-os a ler a constituição no link à direita deste blog.
Subfronteiras do tráfico
Falamos aqui e tem sido fartamente divulgado na imprensa o principal conceito abordado é o de territorialidade. Como se não bastasse o tráfico ter tentado dominar os morros das favelas do Rio, dentro de cada morro eles determinavam até onde a população podia ir, num ferimento claro e torpe do princípio constitucional constante no direito de ir e vir do cidadão (Art. 5º parágrafo XV).
Das duas uma, ou o tráfico tentou excluir pedaços do território nacional dentro dos morros, ou suprimiu cidadania parcial dos moradores dos ditos morros.
Das duas uma, ou o tráfico tentou excluir pedaços do território nacional dentro dos morros, ou suprimiu cidadania parcial dos moradores dos ditos morros.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Comunidade
Quanto fracasso e vício reside neste termo, criado por "românticos" e oportunistas, interessados em serem bem vistos pelos habitantes simples de áreas pobres ! Todos os lugares altos (morros) a que se deu este nome no estado do Rio de Janeiro são o arcabouço básico para o desenvolvimento de lideranças que se tornaram governos particulares de uma ditadura das armas.
Segundo o dicionário Michaelis:
Comunidade:
Qualidade daquilo que é comum; comunhão.
Se admitirmos que havia comunhão no morro impropriamente denominado de alemão (minúsculo, pois é ilegítimo), esta comunhão era em prol da divisão já citada no noticiário entre morro e asfalto, divisão esta perversa e engolida pelos habitantes dos morros.
Se admitirmos que o que eles tinham era comum, por que é que os traficantes não dividiam seus ganhos com os seus "comuns" ?
Mas o dicionário diz mais:
Participação em comum; sociedade
Lamento, mas não tenho notícia de que os habitantes do morro tivessem sociedade com o tráfico, pois todos continuam pobres.
E prossegue:
Agremiação de indivíduos que vivem em comum ou têm os mesmos interesses e ideais políticos, religiosos etc.
Talvez ai se encaixe a relação entre as partes de que estamos tratando. Tinham todos o mesmo interesse ? A lei do silêncio prova isto ? Tinhas os mesmos ideais políticos e religiosos ? A julgar pelos votos que tinham que ser fotografados, isto legitima os mesmos interesses políticos. A julgar pela concordância de anos com o "governo" que vigorava no morro, Deus, que prega a autoridade, foi esquecido e substituído pelo traficante, elemento humano, a quem foram rendidas honras, inclusive com a gravação no próprio corpo do nome do chefe local.
Favelas e aglomerados não são comunidades quando estiverem fora da Ordem Constitucional. Comunidade é um grupo consciente, que sabe o que é ser Sociedade sadia e temente às leis.
Segundo o dicionário Michaelis:
Comunidade:
Qualidade daquilo que é comum; comunhão.
Se admitirmos que havia comunhão no morro impropriamente denominado de alemão (minúsculo, pois é ilegítimo), esta comunhão era em prol da divisão já citada no noticiário entre morro e asfalto, divisão esta perversa e engolida pelos habitantes dos morros.
Se admitirmos que o que eles tinham era comum, por que é que os traficantes não dividiam seus ganhos com os seus "comuns" ?
Mas o dicionário diz mais:
Participação em comum; sociedade
Lamento, mas não tenho notícia de que os habitantes do morro tivessem sociedade com o tráfico, pois todos continuam pobres.
E prossegue:
Agremiação de indivíduos que vivem em comum ou têm os mesmos interesses e ideais políticos, religiosos etc.
Talvez ai se encaixe a relação entre as partes de que estamos tratando. Tinham todos o mesmo interesse ? A lei do silêncio prova isto ? Tinhas os mesmos ideais políticos e religiosos ? A julgar pelos votos que tinham que ser fotografados, isto legitima os mesmos interesses políticos. A julgar pela concordância de anos com o "governo" que vigorava no morro, Deus, que prega a autoridade, foi esquecido e substituído pelo traficante, elemento humano, a quem foram rendidas honras, inclusive com a gravação no próprio corpo do nome do chefe local.
Favelas e aglomerados não são comunidades quando estiverem fora da Ordem Constitucional. Comunidade é um grupo consciente, que sabe o que é ser Sociedade sadia e temente às leis.
Relatório 29/11/2010 [22:59] - As revistas no morro
São 2/3 dias de ocupação no denominado morro do alemão (nome impróprio e que deve ser abolido). Num vício dos tempos da ditadura do tráfico, alguns moradores deste morro começam a reclamar das revistas aos pertences e de maus tratos. Já conhecemos este discurso.
Primeiro, apesar de não oficializado, o morro citado está sob estado de sítio. As forças de segurança estão PRESENTES num território cuja conduta de seus ocupantes (mesmo fração deles) saiu da ordem constitucional. O morro queria permanecer como Estado Paralelo. Até sua economia já tinha planejamento diverso ao imposto à Nação Brasileira;
Segundo, alguns habitantes deste morro estão sob pós-stress de dominação pelo tráfico, e ainda se acham sob o jugo de seus ex-dominadores, como numa síndrome de sequestro;
Terceiro, existem meliantes escondidos no local, que podem tentar sair disfarçados e oferecer uma ameaça ao território onde estamos sob lei e ordem institucional;
Quarto, existem indivíduos que representam perigo à nossa Constituição Federal, pois em sua índole e em seus devaneios, tem pretensões de criar um Estado Paralelo, acrescido do fato de que existem outros territórios vulneráveis à imposição deste tipo de situação nos numerosos morros que ainda restam sem controle do Estado Organizado.
Por estas razões, deve-se manter o controle e ignorar pressões de indivíduos que estão à margem da interpretação correta de um Estado Constitucional e de Sociedade Organizada.
Primeiro, apesar de não oficializado, o morro citado está sob estado de sítio. As forças de segurança estão PRESENTES num território cuja conduta de seus ocupantes (mesmo fração deles) saiu da ordem constitucional. O morro queria permanecer como Estado Paralelo. Até sua economia já tinha planejamento diverso ao imposto à Nação Brasileira;
Segundo, alguns habitantes deste morro estão sob pós-stress de dominação pelo tráfico, e ainda se acham sob o jugo de seus ex-dominadores, como numa síndrome de sequestro;
Terceiro, existem meliantes escondidos no local, que podem tentar sair disfarçados e oferecer uma ameaça ao território onde estamos sob lei e ordem institucional;
Quarto, existem indivíduos que representam perigo à nossa Constituição Federal, pois em sua índole e em seus devaneios, tem pretensões de criar um Estado Paralelo, acrescido do fato de que existem outros territórios vulneráveis à imposição deste tipo de situação nos numerosos morros que ainda restam sem controle do Estado Organizado.
Por estas razões, deve-se manter o controle e ignorar pressões de indivíduos que estão à margem da interpretação correta de um Estado Constitucional e de Sociedade Organizada.
Não existem inocentes nos morros cariocas
Os traficantes, como "donos do território" que se acreditavam, eram os donos do poder econômico nas favelas. E como tal, financiavam os moradores com dinheiro desonesto. Se é desonesto, pode ser gasto a vontade. Mas tinha mão dupla. Se o chefão precisava de uma caixa dágua para beneficiar outro morador, e alguém tinha duas, ele mandava buscar a título de "cortesia". Precisava de uma carne a mais para o churrasco de confraternização de todos os seus amigos bandidos, sempre tinmha alguém disposto e que "voluntariamente" lhe cedia.
Precisava de uma "mula" para carregar arma ou droga ? Podia usar um adulto, adolescente ou criança, pois fez lei o uso de qualquer indivíduo de sua "comunidade" (termo perverso, inapropriado e hipócrita) para transporte de "bens e serviços".
O tráfico durou muito tempo nos morros devido também à colaboração tácita e conveniente dos moradores. Não eram estes "senhores" que lhes davam permissão para ali estabelecer suas residências ? Ou o leitor acha que o favelado podia entrar na comunidade e residir sem pagar nada ! O morador tinha que ter a consciência de que entrava em território que tinha dono. E o poder público se omitiu de forma descabida.
Mas como nunca é tarde, e Deus é Senhor da história, o Estado retomou seu papel.
Precisava de uma "mula" para carregar arma ou droga ? Podia usar um adulto, adolescente ou criança, pois fez lei o uso de qualquer indivíduo de sua "comunidade" (termo perverso, inapropriado e hipócrita) para transporte de "bens e serviços".
O tráfico durou muito tempo nos morros devido também à colaboração tácita e conveniente dos moradores. Não eram estes "senhores" que lhes davam permissão para ali estabelecer suas residências ? Ou o leitor acha que o favelado podia entrar na comunidade e residir sem pagar nada ! O morador tinha que ter a consciência de que entrava em território que tinha dono. E o poder público se omitiu de forma descabida.
Mas como nunca é tarde, e Deus é Senhor da história, o Estado retomou seu papel.
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